
Meus Comprimentos a todos! Sou Jairo, e estou começando a soltar meus primeiros acordes por aqui. E como meu primeiro post aqui no Blues na veia, inspirado em um “Que rock é esse?” (maravilhoso programa com Beto Lee na Multishow) do mês passado, gostaria de compartilhar com todos um pouco mais sobre a total interação da música negra com o rock. Como que, apesar de muitos desconhecerem isto, os negros estão extremamente entrelaçados ao inicio do rock, e quais são os novos progressos feitos para reaproximar as duas culturas.
O surgimento dessa nova e revolucionária onda Afro-Punk traga à tona pelo diretor James Spooner em seu documentário de mesmo título, não deveria então estar surpreendendo mt gnt, afinal de contas, os negros são os grandes patriarcas do rock!
Acho que nunca devemos esquecer de como toda essa história começou, com o grande James Brown e como ele “Feel Good” em fazer seus sons; Chuck Berry com seu maravilhoso blues; George Clinton e seus fascinantes arranjos; o próprio Jimmy Hendrix e sua eterna guitarra e outros menos conhecidos, que realmente marcaram o inicio desse movimento principalmente aliado a guitarras que se chamaria rock. O próprio D2, nesse documentário da multishow, faz um excelente comentário: “Todo mundo que imagina rock, imagina o anglo-saxão agitando suas longas madeixas, mas o rock é negro!”, “Mas a verdade é que a mídia é muito racista, e demorou pra assimilar, pq os negros são os pais do rock pow!” (Rodrigo Pinto – Editor de cultura do Globo Online).
Apesar de nas últimas décadas diversas bandas e cantores fazerem sucesso e serem influentes com sua mistura de rock e outros estilos com artistas como Prince, Living Colour e Lenny Kravitz, Red Hot Chili Peppers, Mas recentemente Maroon 5 (ñ podia deixar de falar!), foi visível o afastamento dos negros do rock no cenário da década de 70. Com a contra-cultura e a aderência das músicas de Jimmy Hendrix à uma platéia de maioria branca, e com o encaminhamento dos negros para o cenário R&B e Hip Hop devido à rentagem, ocorreu este distanciamento, porém as coisas estão mudando atualmente. Muitos fãs e músicos confirmam que uma cena multiétnica roqueira está se fortalecendo nos últimos anos, e o caso mais popular que eu enxergo é o do Bloc Party, com o vocalista Kele Okereke negro.
E é com muita dificuldade e pouca aceitação que os “blipsters” como são chamados os Black Hipsters (negros descolados), vêem garantindo o seu espaço no mundo do rock. Digo que com muita dificuldade, por ainda sofrerem preconceito dos brancos (quem é esse negro? O q ele está fazendo perdido aqui neste show de rock?), e por perderem total aceitação do mundo afro, sendo muitas vezes julgados como “Uncle Tom” (Negros que fazem gracinhas para agradar Brancos). Este é o tema central do novo documentário de James Spooner “White Lies Black Ship” que mostra a dura realidade de um jovem negro que adora rock n roll, e como ele enfrenta os preconceitos do dia-a-dia.
Porém com seus Jeans Apertados e rasgados, seus All Stars, seus Moicanos e seus skates, eles vêem novamente se adequando dentro do cenário. E com a ajuda da internet eles vêem se localizando e apoiando uns aos outros e mostrando q cada vez mais podem existir bandas de rock negras como a TV on the Radio que teve seu segundo CD na lista de melhor álbum de diversos críticos em 2006. E se vc perguntar para eles o q têm em seus iPods concerteza não serão Rhianna ou Akon, mas sim Death Cab for Cutie ou The Libertines!
Bom... então ficam as seguintes dicas para se interar mais sobre o assunto:
Documentários de James Spooner “Afro-Punk” e “White Lies Black Ship”
Seguem os links com os trailers dos dois:
White Lies Black Ship
Afro-Punk
Um artigo chamado “Buppies, B-Boys, Baps & Boho's: Notes on Post-Soul Culture” de Nelson George
CD’s do TV on the Radio, CD’s do Black Kids, CD’s do The Thirst, Minhas Black bands favoritas!
Ai seguem os links do my space dos três:
The Thirst, TV on The Radio, Black Kids
Tentem procurar na TV uma reprise do episódio intitulado “o rock também é negro” do programa “que rock é esse!”
E segue o link do site do movimento Afro-Punk
O surgimento dessa nova e revolucionária onda Afro-Punk traga à tona pelo diretor James Spooner em seu documentário de mesmo título, não deveria então estar surpreendendo mt gnt, afinal de contas, os negros são os grandes patriarcas do rock!
Acho que nunca devemos esquecer de como toda essa história começou, com o grande James Brown e como ele “Feel Good” em fazer seus sons; Chuck Berry com seu maravilhoso blues; George Clinton e seus fascinantes arranjos; o próprio Jimmy Hendrix e sua eterna guitarra e outros menos conhecidos, que realmente marcaram o inicio desse movimento principalmente aliado a guitarras que se chamaria rock. O próprio D2, nesse documentário da multishow, faz um excelente comentário: “Todo mundo que imagina rock, imagina o anglo-saxão agitando suas longas madeixas, mas o rock é negro!”, “Mas a verdade é que a mídia é muito racista, e demorou pra assimilar, pq os negros são os pais do rock pow!” (Rodrigo Pinto – Editor de cultura do Globo Online).
Apesar de nas últimas décadas diversas bandas e cantores fazerem sucesso e serem influentes com sua mistura de rock e outros estilos com artistas como Prince, Living Colour e Lenny Kravitz, Red Hot Chili Peppers, Mas recentemente Maroon 5 (ñ podia deixar de falar!), foi visível o afastamento dos negros do rock no cenário da década de 70. Com a contra-cultura e a aderência das músicas de Jimmy Hendrix à uma platéia de maioria branca, e com o encaminhamento dos negros para o cenário R&B e Hip Hop devido à rentagem, ocorreu este distanciamento, porém as coisas estão mudando atualmente. Muitos fãs e músicos confirmam que uma cena multiétnica roqueira está se fortalecendo nos últimos anos, e o caso mais popular que eu enxergo é o do Bloc Party, com o vocalista Kele Okereke negro.
E é com muita dificuldade e pouca aceitação que os “blipsters” como são chamados os Black Hipsters (negros descolados), vêem garantindo o seu espaço no mundo do rock. Digo que com muita dificuldade, por ainda sofrerem preconceito dos brancos (quem é esse negro? O q ele está fazendo perdido aqui neste show de rock?), e por perderem total aceitação do mundo afro, sendo muitas vezes julgados como “Uncle Tom” (Negros que fazem gracinhas para agradar Brancos). Este é o tema central do novo documentário de James Spooner “White Lies Black Ship” que mostra a dura realidade de um jovem negro que adora rock n roll, e como ele enfrenta os preconceitos do dia-a-dia.
Porém com seus Jeans Apertados e rasgados, seus All Stars, seus Moicanos e seus skates, eles vêem novamente se adequando dentro do cenário. E com a ajuda da internet eles vêem se localizando e apoiando uns aos outros e mostrando q cada vez mais podem existir bandas de rock negras como a TV on the Radio que teve seu segundo CD na lista de melhor álbum de diversos críticos em 2006. E se vc perguntar para eles o q têm em seus iPods concerteza não serão Rhianna ou Akon, mas sim Death Cab for Cutie ou The Libertines!
Bom... então ficam as seguintes dicas para se interar mais sobre o assunto:
Documentários de James Spooner “Afro-Punk” e “White Lies Black Ship”
Seguem os links com os trailers dos dois:
White Lies Black Ship
Afro-Punk
Um artigo chamado “Buppies, B-Boys, Baps & Boho's: Notes on Post-Soul Culture” de Nelson George
CD’s do TV on the Radio, CD’s do Black Kids, CD’s do The Thirst, Minhas Black bands favoritas!
Ai seguem os links do my space dos três:
The Thirst, TV on The Radio, Black Kids
Tentem procurar na TV uma reprise do episódio intitulado “o rock também é negro” do programa “que rock é esse!”
E segue o link do site do movimento Afro-Punk
8 Comentários:
hmm, gostei da abordagem. toda a cultura musical dominante, do rock ao samba, do jazz ao hip-hop, é de raiz negra; mas é fato que a difusão, aceitação e diferenciação foi dada pelas outras etnias. o problema é que, normalmente, as pessoas não pensam em chuck berry, mas em elvis e beatles; não pensam em nat king cole, mas em chet baker.
mas ainda acho que faltou falar um pouco sobre o cenário atual do rock (ou da sua morte, dependendo do ponto de vista) e de suas tendências. afinal, até o hip-hop anda se "enbranquecendo".
parabéns, gostei. pretendo vir mais vezes. ;p
Caraaaaaaaacaaaaaaaaaaaa Mr Jairooooooooooo!!!!
Um brinde a ótima comunicação & Entretenimento.
A cultura (musical) é negra, sem sobra de dúvidas.
P.s Curti pks este ''TV on the Rádio''. Aprecio mais a pegada swingada e tal. Maneirissimo. Vou adiciona-los em meu myspace pode ter certeza!
E se o D2 esta dizendo eu assino em baixo. O cara é fã da música negra, do funck/soul, rock. Ele sabe o que esta dizendo. Muito bom seu texto. Curti pks mesmo.
Foi um sacrifício a gente achar os videos para incluir ao lado do post kkkkkkkkkk - foi engraçado-. Mas é isto ai. Vamos caminhando aos poucos e vamos revolucionar este cantinho ma-ra-vi-lho-so.
Tamu junto.
Beijo!
É inegável a contribuição dos negros não só no rock, mas em grande parte dos estilos músicas mundo a fora. Jairo, bem vindo ao Blues na Veia! E parabéns pela estréia. Um abraço.
http://so-pensando.blogspot.com
hauhauahuha
luciano é uma comédia! jah propagando aqui a morte do rock!
=P
e val! foi mt comédia msm neah! trabalhão! falta o dani ae ajudar agnt!
=P
gnt fiquei sabendo só hj!
se soubesse antes tinha enriquecido a matéria!
tudo bem q num é modelo de comparação mas jah conta
o TV on The Radio foi considerado o melhor album do ano por uma lista divulgada pela MTv!
vejam lah!
http://www.mtv.com/news/articles/1601427/20081216/lil_wayne.jhtml?rsspartner=rssMozilla
Huhhhhhhhhhhhhhhhuuuuuuuuuuuuuuuuuhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh. Muito bom Mrr Jairo. Salve, saaalve. (:
Muito obrigado pelo comentário feito no meu blog e por me terem adicionado a vossa lista de links.
Ainda não conhecia a Nneka, é uma cantora com muita piada, a minha próxima actualização vai ser uma musica dela.
Parabéns pelo blog!!
Considero um tanto preconceituosa toda esta preocupação em enaltecer o negro no rock que é um estilo de música aberto como qualquer outro. Não penso ser importante saber se foi o negro, branco, mulato ou de que raça for o iniciador de um ritmo universal e aberto a todo e qualquer ser humano.Agir assim é estimular o preconceito, cavar diferença por nada. Somos todos humanos e isso é o que para mim vale.
Cadinho RoCo
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